Qual Curitiba, Pilotto?

Bernardo Pilotto, que disputou o governo do estado pelo PSol no último pleito, tornou a me citar num artigo seu, desta vez, que diz que não existem razões para menções como as que costumo fazer de “trazer Curitiba de volta”.

Digo que minha amada cidade precisa sim recuperar sua essência e sua tradição, mas precisa também olhar pra frente com idéias que sejam ao mesmo tempo inovadoras, mas que já foram aplicadas com sucesso no primeiro mundo. É isso que nós, liberais, representamos.

Compartilho com Pilotto minha contrariedade à máfia do transporte. A questão é que ela é fruto justamente da intervenção estatal, com seu mercado restrito aos ‘amigos do rei’. Se promovermos uma abertura deste mercado nós certamente teremos mais ônibus nas ruas, menor preço e até mais linhas operando na cidade. Acredito todavia que o transporte deve continuar sendo padronizado e organizado como é em Curitiba, referência para o Brasil.

Pilotto cita em seguida a tão a tão aclamada “desigualdade”, referindo-se sobretudo à distribuição geográfica do município, que tem seu centro mais ao norte, fazendo da Zona Sul uma vasta área periférica. Todavia não oferece soluções para tal problema que, ao meu ver, poderia ser amenizado com incentivos fiscais para o desenvolvimento de tais regiões.

É claro que não poderia faltar o grande ‘mimimi’ de sempre em vitimizar a população negra e LGBT. Idolatram Cuba e Che Guevara que exterminavam homossexuais, mas quem mata LGBT é Curitiba? O senhor Pilotto que me permita a franqueza, mas isso é pura desinformação, extrapola os limites do bom senso e ofende gravemente Curitiba e seus cidadãos.

Curitiba não precisa de máfias nem de oligarcas retrógrados. Curitiba não precisa de conceitos fracassados e de seitas políticas travestidas de partidos que apóiam ditaduras como a da Venezuela. Vale lembrar que a solução não pode ser o socialismo, que tudo o que fez até hoje, em incontáveis experiências, foi produzir e distribuir miséria. Nem poderia ser diferente, pois o conceito econômico retrógrado e altamente intervencionista impossibilita a geração de riquezas e progresso.

Curitiba precisa reencontrar sua essência ordeira e bela, mas agora precisa olhar para frente. Curitiba precisa de algo novo, mas que é testado e aprovado nos países mais desenvolvidos do mundo. A via do progresso vem dos ideais de liberdade e de amor à nossa terra e nossos valores, idéias que tomaram as ruas do Brasil contra a corrupção e contra o populismo. Curitiba pra frente é uma Curitiba Direita.

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